Maria Avelina Fuhro Gastal
Jamais escrevi um texto para publicar usando o notes do celular. Prefiro o meu PC, no espaço que montei na minha casa para a escrita e para os livros.
Há tantas coisas que vamos fixando em nossas vidas, estabelecendo condições e regras, que acabamos nos tornando prisioneiros de nós mesmos.
Azar se estou em um quarto de hotel, escrevendo no celular. Por que esperar pelo ideal se a intensidade está no momento da experiência vivida?
Há uma semana venho rompendo barreiras e me permitindo ir além do que sempre tenho vivido.
Mas, hoje, não quero contar sobre os desafios. Quero falar de encontros e inspiração.
Por uma semana convivi com mulheres que têm a leitura como vida, o livro como paixão, a inconformidade como força para a mudança.
Mulheres jovens, que se lançam no mundo, não aceitam migalhas de afeto e não se curvam às expectativas de outros. Constroem suas histórias, são autoras e protagonistas delas.
E eu, com muitos anos a mais, fiquei atenta para sorver tudo aquilo que faz delas tão plenas.
Nada foi banal ou superficial. Há nelas tanta intensidade que é impossível ficar imune. Ainda bem.
Caminhos cheios de obstáculos ainda são percorridos pelas mulheres. Penso que tanta necessidade de silenciamento do feminino vem exatamente pelo reconhecimento da força que há em cada mulher e da potência na união de todas nós.
Obrigada, meninas, por tanto em tão pouco tempo.
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