Maria Avelina Fuhro Gastal
Quando pensamos em primeiras vezes, somos remetidos à infância, à adolescência e aos anos iniciais da vida adulta.
Primeiras palavras, primeiros passos, primeiro dia na escola, primeiros amigos, primeiro amor, primeiro beijo, primeira desilusão, primeira traição, primeira relação sexual, primeiro emprego, primeiro filho são marcos em nossa vida, mas ela se estende além dos nossos quarenta primeiros anos de vida.
Em todas as primeiras vezes enfrentamos insegurança e temor. Precisamos encontrar em nós força, coragem e determinação para avançar. Um certo grau de impulsividade e de permissão interna para enfrentar os desafios e encarar os desejos também ajudaram.
Ao envelhecer, podemos nos esconder atrás de nossas barreiras e passar a viver apenas as primeiras vezes dos outros, ou encarar nossos desejos, enfrentar os temores e abrir um lugar ao novo, ao inusitado.
Quando você estiver lendo esse texto, estarei voando para várias primeiras vezes. Mesmo lugar, mas outra experiência; novos lugares nunca visitados. Não foi sem solavancos a decisão e a organização de tudo, afinal é a minha primeira vez em 67 anos, sozinha, em uma viagem internacional.
Não podemos depender da vontade ou disponibilidade dos outros para viver nossas vontades.
Primeiras vezes são descobertas, superação, desafios. São vida.
E eu, estou viva.
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