Quando setembro chegar


Maria Avelina Fuhro Gastal

Algumas horas desta terça-feira, dois dias úteis, um final de semana e alcançamos um novo mês.

Setembro sempre traz a promessa de dias mais longos, temperatura amena, luz solar, noites estreladas. Vem como um bálsamo para nos lembrar que a vida renasce após o frio, que as árvores recuperam suas folhas, que as flores reencontram suas cores, que as ruas recebem a nós com mais encanto e beleza.

Sabemos que poderemos ser afetados por fortes ventos vindos do Norte e eles sempre trazem uma força destruidora, principalmente quando encontram pontos isolados que aumentam o seu impacto. Eles costumam afetar a agricultura, a estabilidade climática e econômica, a qualidade do ar que respiramos, a segurança de navegação, as estruturas que nos protegem. Assustadores, mas não constantes. Violentos, mas não superáveis.

Esopo nos mostra na fábula “O vento Norte e o Sol” que, o vento norte ao tentar tirar o manto do viajante, faz com que ele se proteja ainda mais nele, enrolando-o junto ao seu corpo. Já o sol, que brilha suavemente e aquece o corpo do viajante, faz com que ele se sinta relaxado e remova o manto. Persuasão gentil é mais eficaz do que a força agressiva.

Setembro iniciará com embate entre forças agressivas e raios de sol que buscam iluminar a nossa bandeira, a nossa Constituição, o nosso povo, a nossa soberania, a nossa democracia. Persuasão gentil é fazer valer as leis para todos e, assim, aumentar a força para a construção de um país mais justo e igualitário, onde patriotismo protege a Nação e não a golpistas.

Um setembro sem anistia, sem perdão, com julgamento justo e de acordo com o devido processo legal para que não restem dúvidas que queremos o sol para florescer, cantar, celebrar e vibrar por termos impedido mais um longo período de trevas.


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Maria Avelina Fuhro Gastal

E-mail: avelinagastal@hotmail.com

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