Sempre pai


Maria Avelina Fuhro Gastal

Há pais que acolhem, outros que rechaçam

Há os que abraçam e beijam, outros que só agridem

Existem os que sonham e anseiam pelo fruto, outros que só despejam o gozo

Há os que gestam e os que se afastam

Os que embalam e aqueles que reclamam

Os que se atrapalham, os que nem tentam

Há pais que se envolvem, há os que delegam

Pais atentos e aqueles que ignoram

Há os que nutrem e os que só repreendem

Existem os ternos e os indiferentes

Pais com nome e sobrenome, pais pelo DNA

Pais que matam a paternidade

Há os que jamais morrem

Pai,

próximo ou distante

presente ou ausente

Todo filho traz em si as marcas deixadas pelo pai,

sejam saudades ou cicatrizes,

Pai, sempre há.

Deixe um recado para a autora

voltar

Maria Avelina Fuhro Gastal

E-mail: avelinagastal@hotmail.com

Clique aqui para seguir esta escritora


Pageviews desde agosto de 2020: 442635

Site desenvolvido pela Editora Metamorfose