Solte a voz


Maria Avelina Fuhro Gastal

Esque鏰 as regras, ignora a 阯clise, a pr骳lise e deixa a mes骳lise para os temerosos que assombram por a. Na concord鈔cia, busque apenas a melhor forma de dizer aquilo o que quer. Fuja do objeto indireto e v direto ao ponto. A 鷑ica reg阯cia para os verbos ser guiada pelo seu desejo.

Deixa a gram醫ica de lado, invista nas palavras. Brinque com elas, sussurre segredos, grite den鷑cias. Na falta de uma adequada, invente. Achimpe* se for preciso. Uma frase achimpada pode superar conflitos.

Fale certo, fale errado, apenas fale. Narre a sua hist髍ia e a daqueles que o precederam. Valorize a heran鏰, transmita aos descendentes. Todos temos o que contar. Muito temos a recontar.

Unidos pela L韓gua, h verdades que precisam ser reveladas. Muito foi dito pelo explorador, travestido de colonizador ou descobridor, e pouqu韘simo narrado pelos explorados aqui e em 羏rica.

Hoje, Dia Mundial da L韓gua Portuguesa, n鉶 se deixe oprimir por n鉶 dominar as regras do idioma. Elas calam por preconceito, enquanto o acesso educa玢o de qualidade negado.

As vers鮡s silenciam verdades, formulam textos e teorias que n鉶 d鉶 voz aos perdedores, aos torturados, aos escravizados. Use a sua voz, as palavras que vierem da sua viv阯cia, misture termos de diversas origens, as g韗ias que s鉶 comuns na sua linguagem. Transforme-as em testemunho, em texto, em recado.

A L韓gua s existe pela nossa voz. Por todas as vozes, sem classe social, sem cor de pele, sem orienta玢o sexual. Se a voz de ideologias busca silenciar todas as outras vozes, fale mais alto, grite, fale em coro. N鉶 cale nem se deixe calar. N鉶 obede鏰 ao berro.



*Refer阯cia ao livro infantil Achimpa texto e ilustra玢o de Catarina Sobral

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Maria Avelina Fuhro Gastal

E-mail: avelinagastal@hotmail.com

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