Maria Avelina Fuhro Gastal
Dif韈il que algu閙 n鉶 tenha ouvido ou que n鉶 esteja sabendo da frase de cunho sexual, e muito vulgar, proferida pelo presidente da Rep鷅lica, no dia 18 de fevereiro, em ofensa � jornalista Patr韈ia Campos Mello. Eu me nego a transcrev�-la aqui.
N鉶 fiquei surpresa com o desrespeito, pois dele n鉶 espero nada melhor. Mas fiquei indignada. Talvez ele esteja acostumado a falar daquele jeito nas cervejadas com os milicianos, mas, ali, quem estava falando era o presidente do pa韘.
Se existem puni珲es para atos de desrespeito � na玢o e seus s韒bolos, que medidas podem ser tomadas para frear um presidente que n鉶 respeita o povo que o elegeu? N鉶 me basta n鉶 carregar essa culpa. Se ele est� l� por quatro anos, n鉶 posso simplesmente aceitar que sejamos tratados dessa maneira. Nem mesmo voc� que votou nele merece isso. N鉶 � a primeira vez que um presidente desrespeita a mulher. O Lula tamb閙 o fez. Superemos as diferen鏰s pol韙icas e ideol骻icas e exijamos respeito.
Mas, quem ouviu a fala do Bolsonaro sobre a jornalista, deve ter escutado, ao fundo, uma risada. Uma risada de mulher. Que mulher � capaz de rir ao ver outra mulher ser t鉶 humilhada? Talvez uma que venha sendo desrespeitada pelo pai, irm鉶s, companheiro, filhos, sociedade e j� nem se d� conta que n鉶 h� normalidade nessa situa玢o. Aceita ser coisificada, molestada, agredida, quem sabe assassinada, apenas por ser mulher. Por favor, n鉶 ria. Sua risada compactua com a misoginia, com o sexismo, com a viol阯cia dom閟tica, com o feminic韉io.
O homem que merecemos dever� saber como fazer para nos sentirmos amadas e desejadas, sem desrespeitar-nos.
O presidente que merecemos dever� respeitar a todos, independente de cor, g阯ero, orienta玢o sexual, n韛el de escolaridade, credo, ideologia, classe social e origem 閠nica.
Em ambos os casos, s� escolheremos o que merecemos se acreditarmos que sempre merecemos o melhor.
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