Reserva afetiva


Maria Avelina Fuhro Gastal

Essa semana, na minha aula no Supera, fomos desafiadas a responder onze perguntas no desafio 揅om quem voc� navega?� Para cada uma t韓hamos que escolher o nome de apenas uma pessoa como resposta.

N鉶 lembro de todas as perguntas, mas as que ainda me recordo eram, mais ou menos, assim:
1. Com quem voc� passaria uma tarde agrad醰el tomando um caf� ou ch�?
2. Quem voc� convidaria para sair em um s醔ado � noite?
3. Quem voc� convidaria para uma viagem?
4. A quem voc� pediria conselho em uma situa玢o s閞ia?
5. A quem voc� recorreria em uma emerg阯cia?
6. Quem faz voc� rir?
7. Com quem voc� moraria?
8. Quem no grupo do Supera lhe passa bons sentimentos?

Para muitas tive dificuldades em selecionar apenas uma pessoa

Uma pessoa apareceu em diversas respostas. Das tr阺 perguntas que n鉶 lembro, a mesma pessoa aparece duas vezes.

N鉶 conseguia imaginar ningu閙 com quem eu moraria. Resposta obrigat髍ia, escolhi algu閙, por for鏰 da imposi玢o. Pudesse responder livremente, diria ningu閙.

A pessoa a quem fizemos mais refer阯cia seria o nosso 損orto seguro�. Para mim, fez sentido. Porto seguro n鉶 � senten鏰 nem depend阯cia, � possibilidade e confian鏰, constru韉as na rela玢o.

A diversidade de pessoas nas respostas seriam parte da nossa reserva afetiva.

Tenho uma reserva afetiva inesgot醰el. Tantos poderiam estar nas respostas. Amigas e amigos que povoam minhas lembran鏰s, pessoas com quem poderia conversar por horas, sem cansar, e sem nunca faltar assunto, pessoas que conhecem alguns dos meus segredos, das minhas dores, dos meus medos e das minhas m醙oas. Outras que compartilham comigo lembran鏰s de momentos inesquec韛eis da minha vida. Pessoas com quem sei que se me reencontrar, n鉶 importa quando, teremos assunto como se o tempo n鉶 houvesse passado.

Creio que as pessoas de quem falo, se lerem este texto, saber鉶 onde se encaixam.

O exerc韈io tamb閙 me fez ressignificar o luto. Ele n鉶 precisa ser apenas a dor pela aus阯cia. O luto pode tamb閙 se revestir das boas lembran鏰s e abrir caminhos para novas viv阯cias.

As reservas afetivas nos permitem enfrentar desafios, situa珲es dif韈eis, encarar o novo. Elas nos mant阭 vivos e com for鏰s para prosseguir. Na solitude, s鉶 elas que nos preparam para sentir-se bem; na solid鉶, elas nos mant阭 sem naufragar.

Talvez responder, no dia a dia, perguntas como as que nos foram apresentadas, nos ajude a identificar sonhos e a reduzir culpas, a vivermos o que h� de vida em n髎, sem precisarmos ser apenas boias para as vidas de outros.

E voc�? Quais seriam suas respostas? Quem seria seu porto seguro? Como voc� trata e encara suas reservas afetivas, mesmo quando n鉶 h� mais presen鏰?

Voc� vive ou s� assiste aos outros viverem?









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Maria Avelina Fuhro Gastal

E-mail: avelinagastal@hotmail.com

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