Conflu阯cia


Maria Avelina Fuhro Gastal

Na 鷏tima ter鏰-feira, dia 07 de abril, enquanto corria o cron鬽etro que amea鏰va o exterm韓io de um povo, n髎 do Grupo de Estudos em Escrita e Literatura, discut韆mos o Primeiro Caderno dos Di醨ios de Kafka.

Est醰amos cientes da gravidade do momento mundial. N鉶 est醰amos em nega玢o, mas ainda n鉶 sabemos como nos comportar para encarar a possibilidade do fim do mundo, das nossas vidas.

O fim do mundo foi adiado, mas segue como amea鏰.

Nesse mesmo dia, ouvi um v韉eo postado pelo Guto Leite (@gutoleiteoficial) no Instagram, questionando a inefic醕ia de se usar a raz鉶 para tentar persuadir os eleitores da extrema-direita a mudarem seus votos.

Hoje, quinta-feira, dia da minha aula de ingl阺, trabalhamos um reels de Drayton Nay no Instagram intitulado 揟rump approval rating�. Nele, Drayton mostra-se espantado, confuso, horrorizado com o 韓dice de 36% de aprova玢o a Trump nos Estados Unidos.
Como a aula era de ingl阺, a 阯fase foi na express鉶 揥hat抯 gonna take�? que podemos traduzir como 揙 que mais precisa acontecer?�

Essa � a pergunta que resume a situa玢o mundial desde o fortalecimento da extrema-direita e aplica-se ao Brasil que conviveu com o descaso do governo federal frente � pandemia, com o desrespeito aos diferentes, 鄐 minorias, com os ataques � democracia, com fila para conseguir ossos como alimento, com a tentativa de golpe de estado e, ainda, convive com a amea鏰 de subservi阯cia aos Estados Unidos, enaltecida por patriotas que buscam junto aos interesses americanos prejudicar o Brasil.

A raz鉶 n鉶 d� conta de tanto disparate e absurdo. Argumentos n鉶 encontram eco, pois faltam emo玢o e humanidade. Duas perguntas de Drayton resumem minha perplexidade: Quem s鉶 voc阺? O que s鉶 voc阺?

N髎 ainda estamos aqui, por enquanto. Milhares de civis, de crian鏰s, de fam韑ias palestinas, ucranianas, libanesas, iranianas n鉶 est鉶 mais. Foram explodidas em suas casas, escolas, hospitais e ruas. N鉶 em defesa da democracia, mas por interesses econ鬽icos.
Esque鏰m as ideologias, pensem nos seus descendentes, nos outros. Escolham o respeito, mesmo que m韓imo, com a certeza de que ele n鉶 existe na extrema-direita. Lembrem de Hitler, de Mussolini, dos guetos, do Holocausto, da tortura e deem uma chance � compaix鉶 e � vida.

Alguns s鉶 onipotentes, s� se movem pelo poder, pela gan鈔cia, pelo ego, sem possibilidade alguma de alteridade. Mas h� entre voc阺 aqueles que se solidarizam com a dor dos amigos, que abra鏰m filhos e netos, que se emocionam e choram, ou engolem as l醙rimas. Para esses, s� pe鏾 que reflitam sobre a escolha que far鉶, se ela acolhe, humaniza ou destr骾.

Se a raz鉶 n鉶 basta, abra-se para o que h� de humano em voc阺 e pensem sobre quem s鉶 e o que s鉶.

Escolham ser gente e dar aos outros a chance de tamb閙 serem.



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Maria Avelina Fuhro Gastal

E-mail: avelinagastal@hotmail.com

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