Maria Avelina Fuhro Gastal
Corpo sarado, b韈eps proeminentes, gl鷗eos redondinhos, peitoral trabalhado, abd鬽en definido, coxas r韌idas, tudo embalado em camisetas e camisas ajustadas ao corpo e cal鏰s que abra鏰m o conte鷇o.
Se tudo isso n鉶 � provoca玢o, ent鉶 para que serve?
Se est鉶 mostrando, est鉶 pedindo.
Ent鉶, vamos apalpar, beliscar, morder, agarrar. Se � o que querem, v鉶 ter o que pedem.
Se ficarem desconfort醰eis, ignorem. � s� um joguinho de sedu玢o. Est鉶 loucos para que metamos a m鉶, a l韓gua, os dentes. Exibiu para a plateia, aguenta o tranco.
Talvez resistam, mas � s� jogo de cena. Est� na cara e na propaganda do corpo o que querem. N鉶 tem a ver com sa鷇e, � tudo uma porta para o prazer desmedido, para o sexo sem limites.
Ven鏰m a resist阯cia com o olhar. Demonstrem a cobi鏰, o desejo, encarem sem escr鷓ulos, me鏰m, primeiro com os olhos, depois com as m鉶s, cada cent韒etro daquele corpo em exibi玢o.
Enfrentem a superioridade da for鏰 f韘ica com criatividade. Amarrem, se necess醨io, pe鏰m ajuda 鄐 amigas, sirvam-se daquela carne como se fosse um banquete. Deixem marcas de batom, de dentes, de belisc鮡s. Usufruam.
Na impossibilidade de subjugar um adulto, lembrem-se que existem meninos bonitinhos, engra鏰dinhos, prontinhos para serem guiados pelos caminhos do prazer. Fa鏰m deles seus aprendizes.
Preferem os menos sarados? S鉶 v醨ios. Apropriem-se dos corpos deles. Ficar鉶 gratos por terem sido desejados e dominados.
H� homens de todos os tipos, s� cabe a n髎 decidir qual deles ser� a nossa fonte de prazer. Eles sempre querem, mesmo quando dizem que n鉶. Se o n鉶 for persistente, duvidem da masculinidade e mostrem a eles o que � bom. O n鉶 nunca � n鉶.
Se ele broxar, humilhem-no, espalhem para todos que ele � impotente ou bixa.
Fotografem tudo, cada detalhe, ameacem divulgar se ele n鉶 fizer tudo que voc阺 quiserem. Mesmo que fa鏰, compartilhem as fotos com as amigas, riam dele, fa鏰m piadas da performance, do cheiro, das imperfei珲es.
Neste Dia Internacional da Mulher, esse texto � uma homenagem a todos os homens que dizem, ou pensam, 損rendam suas ovelhas que meu lobo est� solto�, aos de toga, de jaleco, de macac鉶, de uniforme, aos pais, tios, av髎, professores e padrinhos de meninos, aos pais, professores, filhos, irm鉶s, tios, av髎 e primos de mulheres que perpetuam piadas mis骻inas, machistas, desrespeitosas e calam-se frente ao aumento da viol阯cia contra a mulher. Uma homenagem a todos aqueles que matariam se algu閙 abusasse de suas filhas, mas n鉶 ensinam seus filhos a respeitarem as mulheres, pois eles mesmos n鉶 respeitam.
Calar � ser c鷐plice em cada agress鉶, em cada estupro, em cada feminic韉io.
Clique aqui para seguir esta escritora
Pageviews desde agosto de 2020: 578324
Site desenvolvido pela Editora Metamorfose