Maria Avelina Fuhro Gastal
H� alguns dias publiquei a foto que acompanha este texto com a pergunta: 揙nde est� o erro?�
Minha filha e uma amiga em comum rapidamente responderam e acertaram. Outra amiga, que conhece s� a mim, afirmou que tudo estava perfeito, n鉶 havia nada de errado.
Ao longo da vida vamos construindo n鉶 s� a imagem que os outros t阭 de n髎, mas a que fazemos de n髎 mesmos.
Ao publicar a foto, eu sabia o que pareceria estranho para aqueles que nos conhecem mais de perto. Fiz a pergunta com base na imagem constru韉a e na forma que temos de funcionar no cotidiano.
No entanto, a resposta que mais mexeu comigo foi a que disse que tudo estava perfeito, sem nada de errado.
As certezas que constru韒os na vida transformam-se em armadilhas, limitam a nossa possibilidade de experimentar o diferente.
揘鉶 consigo ficar parada�, 搉鉶 gosto de entrar na 醙ua�, 搉鉶 sei relaxar�, 搉鉶 uso branco�, n鉶s e mais n鉶s que nos prendem � mesmice, � incapacidade de viver o momento e de aceitar desafios.
Sem nossas armadilhas, o momento capturado na foto era perfeito. Um lindo sol, uma piscina limpa e cristalina com a 醙ua aquecida pelo mesmo sol que iluminava o dia, em um lugar tranquilo cercado por flores e folhagens, no meio de uma tarde em um dia de semana, nenhum compromisso ou necessidade nos pressionando, apenas estando ali e aproveitando sem ter que ser aquilo que fizemos de n髎 mesmas.
Tiv閟semos a mesma for鏰 para dizer n鉶 aos outros como temos para dizer a n髎 mesmos, estar韆mos todos mais leves.
Cada n鉶 que repetimos para n髎 mesmos cerceia nossas possibilidades, limita nossa vida, nos prende a um padr鉶 que nem questionamos mais, apenas repetimos.
Sim. Sou a que n鉶 consegue parar, n鉶 sabe relaxar, n鉶 deita na rede, n鉶 fica de pernas para cima, n鉶 idolatra o 骳io. N鉶 me permito, n鉶 me arrisco, n鉶 chuto o balde. N鉶 vivo todas as possibilidades.
Quantos n鉶s realmente fazem sentido na nossa vida? Quantos deles apenas nos impedem de descobrir prazeres?
Tentar, experimentar, arriscar e decidir se queremos ou n鉶 rompe armadilhas e derruba nossas certezas, que, no fim, me parecem muito mais covardias ou temores de descontrole que desorganizem a nossa imagem.
Antes do n鉶, quem sabe, o por que n鉶?
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