No Fim, somos nada


Maria Avelina Fuhro Gastal

Estive no Fim do mundo e l� percebi que somos nada

A natureza se imp鮡, os ventos nos arrastam, as cores nos hipnotizam.

N鉶 se trata apenas de uma linda paisagem. � muito mais. Nenhuma palavra, nenhum adjetivo d鉶 conta do espet醕ulo de cores, emoldurado pela Cordilheira com seus picos cobertos de neve.

Nossos olhos se perdem frente ao belo, percorrem a imensid鉶 e n鉶 encontram onde pousar.

Frente � vasta beleza, ao efeito do sol sobre os glaciares, ao sil阯cio repleto de sons contidos na acomoda玢o do gelo que por vezes se desprende, encontra as 醙uas e urra, percebemos ser nada.

Somos part韈ulas intrusas em uma natureza perfeita. Ela se imp鮡 a n髎. Juntos, somos amea鏰.

A humanidade ignora o conceito de harmonia e destr骾 o outro e a natureza. Assim, vai destruindo a si mesma. A natureza busca caminhos, n髎 trilhamos a extin玢o.

Todo encantamento precisa se tornar a玢o. Toda a玢o precisa buscar o bem comum. Enquanto o dinheiro valer mais do que a vida, a ideologia mais do que a verdade, a ess阯cia daquilo que nos torna seres humanos est� em risco e n髎 pr髕imos ao exterm韓io.


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Maria Avelina Fuhro Gastal

E-mail: avelinagastal@hotmail.com

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